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Veja quais são os sintomas do bullying nas crianças

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No Brasil, um em cada dez estudantes sofre sintomas de bullying nas escolas. Esse dado é descrito pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2015. São crianças e adolescentes que sofrem agressões físicas ou psicológicas, são alvo de piadas e boatos maldosos e também são excluídas pelos colegas, que não as chamam para participar de festas ou reuniões. 

O termo bullying vem do inglês “bully” e significa “valentão”. É um problema que ocorre principalmente nos ambientes educativos que, no caso, recebe o nome de bullying escolar. 

Geralmente, o bullying é realizado por diferentes formas de agressões físicas e psicológicas feitas por um ou mais agressores à sua vítima.

Por isso, os pais ou responsáveis, e a escola, também precisam estar atentos com este problema, que pode ser verificado desde apelidos e brincadeiras maldosas, até em casos mais sérios, como os ataques físicos.

E já que este é um assunto muito importante, vamos mostrar para você como o bullying acontece e quais são os possíveis sintomas do bullying, tanto para a parte agressora, como para quem é a vítima. Afinal, todos os envolvidos precisam de ajuda para modificar este comportamento, não é mesmo?

Como o bullying acontece?

São muitas as situações para que o bullying aconteça. Segundo um levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 países, os principais fatores que desencadeiam essa violência são:

  • aparência física;
  • etnia ou nacionalidade;
  • gênero e orientação sexual;
  • religião e situação socioeconômica.

Há, ainda, algumas causas menos aparentes, porém que podem causar dores mais profundas. Um exemplo é o bullying contra meninas, que possui um viés de sexismo, devido à cultura de violência contra a mulher, infelizmente muito vivenciada em nossa sociedade.

O estudo também aponta que as adolescentes do sexo feminino são as mais propensas a sofrerem bullying associado a abusos sexuais, que incluem o assédio físico e também o compartilhamento de imagens íntimas na internet.

Como você pôde perceber até aqui, o bullying não acontece somente quando ocorre agressões físicas. Este é um problema que acontece por diversas maneiras. Vamos, então, conhecer algumas delas!

1. Bullying físico

Talvez você já tenha visto muitas cenas de filmes e séries em que um garoto, ou um grupo de garotos valentões fazem de chacota outras pessoas mais fracas fisicamente que eles. Geralmente, nessas cenas, eles prendem as pessoas dentro de armários, roubam seus lanches e dinheiro, jogam seus materiais no chão, etc. Tais atitudes são exatamente exemplos de bullying físico. 

Vale lembrar que isso não acontece somente na ficção, muitas situações ocorrem na vida real e isso é muito sério!

2. Bullying verbal

Já o bullying verbal pode aparecer mesmo que o agressor nem chegue a encostar um único dedo na sua vítima. Neste caso, ele utiliza da opressão e da intimidação com crianças e adolescentes. Os xingamentos, piadas, gozações e ameaças também fazem parte dessa categoria.

3. Bullying virtual

Ao mesmo tempo que a internet nos propicia muitos benefícios, ela também pode se tornar um vasto território para a prática do bullying, se utilizada de maneira não benéfica. Neste contexto, o problema passa a ser chamado de cyberbullying, ou seja, quando a vítima sofre ameaças, assédios, fofocas, exposições e gozações em ambiente virtual, muitas vezes pelas próprias redes sociais, que tem por objetivo conectar pessoas em prol de outros objetivos.

E o que agrava ainda mais a prática do cyberbullying é a possibilidade que os agressores têm de atuar com o uso de perfis anônimos, exigindo esforços maiores para a sua identificação. Além disso, a exposição da vítima e outras formas de agressão são  visualizadas por um número grande de pessoas, o que pode potencializar ainda mais os efeitos de quem sofre o cyberbullying.

Agora que você já sabe como o bullying acontece, vamos te mostrar quais são os seus sintomas mais comuns, tanto pelo agressor quanto pela vítima. Confira!

Sintomas do Bullying no agressor

Quando se trata do bullying, logo nos vem à mente o papel da vítima, não é mesmo? Contudo, também é importante observar quem está praticando as agressões.

Normalmente, isso pode estar condicionado a um desejo de poder, de exercer certo domínio sobre o outro e, dessa forma, criar uma imagem de que se é mais forte do que os demais colegas da escola ou do bairro.

Para constatar isso, os pais devem conversar com seus filhos e conscientizá-los que essa é uma atitude muito grave. Por isso, é importante existir uma interação família e escola, para entender os motivos que fazem a criança agir dessa forma e orientá-la corretamente para que ela não haja mais assim na escola e em casa.

Você também pode verificar outros sintomas em que provavelmente seu filho esteja cometendo bullying, como:

  • aparecer com objetos novos em casa;
  • apresentar um comportamento ansioso e manipulador;
  • desafiar limites sem medo das consequências;
  • desafiar pais e irmãos;
  • envolver em brigas;
  • excluir amigos de seu círculo de amizades;
  • impor suas vontades no grupo de amigos;
  • manifestar de maneira grosseira nos meios digitais;
  • não conseguir lidar com a raiva;
  • não conseguir resolver os problemas com diálogo;
  • não ter uma visão positiva de si mesmo;
  • ter a necessidade de se sentir superior aos outros;
  • ter necessidade de se sentir mais forte que os outros.

Outro sintoma relacionado ao agressor, é que a criança pode espelhar suas vivências de casa no ambiente escolar, uma vez que no próprio ambiente familiar pode ocorrer abusos, agressões verbais ou físicas e conflitos. Dessa forma, os pais não se dão conta de que os filhos estão reproduzindo ações que ela passa a achar normal nas convivências sociais.   

Pode ocorrer, ainda, o que se chama de “comportamento de manada”. Tendo em vista que as crianças e adolescentes passam a praticar o bullying, simplesmente, porque enxergam como normal na escola e passam a humilhar e agredir aos demais.

Pode ser muito difícil imaginar que um filho esteja no papel de agressor, mas o fato é que, para cada vítima, há um agressor ou mais. E certamente ele pode estar tão ou mais fragilizado que a vítima. Por outro lado, também não se pode enxergar o bullying como uma brincadeira feita por ele. Por isso, é importante haver uma comunicação verdadeira entre pais e filhos.

A seguir, vamos apresentar os sintomas do bullying na vítima.

Sintomas do Bullying na vítima

A vítima corresponde à outra ponta que sofre com o bullying. Devido a isso, ela pode ter sequelas e traumas ao longo de muitos anos. Inclusive pode tentar contra a própria vida, em casos de transtornos muito mais sérios.

Vale ressaltar que o bullying, por si só, não leva ninguém a cometer tal ato, mas com um jovem que esteja sofrendo de um outro transtorno, ele pode sim agravar e levar a consequências graves.

Portanto, fique atento com os sintomas do bullying quando o seu filho pode ser uma possível vítima:

  • apresentar dificuldade de aprendizagem;
  • apresentar sinais de tristeza, apatia e melancolia;
  • demonstrar crises de ansiedade ou pânico;
  • evitar ir à escola, festas e reuniões;
  • mostrar-se fechado, não dividindo os problemas, nem falando sobre o dia a dia;
  • mudar o apetite, comendo muito ou quase nada;
  • não se interessar por eventos da escola;
  • ter alteração no sono;
  • tornar-se agressivo dentro de casa.

Verificar como acontece o bullying com a criança, seja ela a agressora ou a vítima, é a primeira atitude a ser tomada pelos pais, pois somente dessa forma será possível buscar a raiz do problema para ajudá-la da melhor maneira possível.  

Esperamos que este artigo tenha ajudado você a saber quais são os sintomas do bullying. Se você quer se informar mais e ajudar seu filho no âmbito escolar, leia nosso artigo e conheça os sintomas de depressão na adolescência. Boa leitura!

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