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Como saber se seu filho deve ir para uma escola pública ou particular

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Você já se questionou se seu filho deveria estudar em uma escola pública ou particular? Essa é uma pergunta muito séria e que envolve muitos aspectos. 

O relatório de Síntese de Indicadores Sociais 2018, do IBGE, divulgou que apenas 36% dos alunos que completaram o ensino médio na rede pública entraram numa faculdade, enquanto em relação ao aluno do ensino médio da rede privada, esse percentual mais do que dobra: 79,2%. 

Escolher a escola ideal para os filhos, pode ser um desafio para os pais, uma vez que instituições particulares demandam certo investimento, mas, por outro lado, o nível da educação pública brasileira pode não satisfazer as expectativas de aprendizagem.

E foi para te ajudar a entender esses e outros aspectos que elaboramos este artigo! Continue a leitura e veja 7 fatores importantes para analisar se seu filho deve ir para uma escola pública ou particular. 

Como escolher uma escola ideal? 

Cada família possui suas peculiaridades, não é mesmo? Alguns pais podem querer que os filhos tenham acesso apenas aos conteúdos formais de ensino e outros podem desejar que a escola ofereça mais opções de ensino.

Do lado das escolas não é diferente. Algumas irão priorizar o conteúdo a ser ensinado e outras irão agregar novas habilidades que ajudarão os alunos a se desenvolverem de modo mais amplo, levando em conta o contexto atual. 

Em virtude disso, é importante que os pais escolham uma instituição de ensino que será capaz de atender às suas necessidades. E por causa dessa pluralidade, é essencial analisar com cautela qual realmente é a melhor opção para o seu caso específico.

Portanto, veja, a seguir, 7 aspectos para você analisar se o seu filho deve ir para uma escola pública ou particular.

1. Comunicação com a família

A comunicação entre escola e família certamente é maior quando o aluno está matriculado em uma escola particular. Isso porque os pais ou responsáveis buscam ter uma maior interação sobre o que seus filhos estão produzindo na escola, uma vez que estão investindo em seus estudos. Por outro lado, a instituição também mantém o diálogo aberto por meio de várias ferramentas.

Essa parceria entre escola e família é muito importante para o desenvolvimento dos alunos, pois quando os educadores identificam alguma dificuldade de aprendizagem, por exemplo, eles podem comunicá-la à coordenação da escola para que, juntos à família do aluno, possam encontrar soluções em tempo hábil.

Muitas instituições particulares oferecem sites interativos e até mesmo aplicativos para que os pais possam acompanhar o desempenho escolar do filho, as atividades que estão sendo dadas, além de , interagir com outros pais e com a própria escola.

2. Infraestrutura

Sabemos que a manutenção de uma escola pública necessita das verbas enviadas pelo governo federal, estadual ou municipal. Já uma escola particular é mantida pelo pagamento de mensalidade dos alunos matriculados. 

Porém, o que verificamos, em grande parte dos casos, é que a verba da instituição pública não é suficiente para ser aplicada em melhorias, uma vez que ela é usada prioritariamente para manter os serviços básicos. Em uma administração particular, esse dinheiro também é investido em melhorias na estrutura, com o objetivo de beneficiar cada vez mais o desenvolvimento e o estímulo dos alunos. 

3. Quantidade de alunos por sala

A quantidade de alunos também muda quando estes estão matriculados em uma escola pública ou particular. A sala de aula em uma rede pública, geralmente, possui entre 30 e 40 alunos, que também são extremamente diversos em níveis de aprendizado. Isso torna muito difícil o trabalho do professor que, nesse contexto, vê pouquíssimos alunos se sobressaindo.

Por outro lado, a escola particular conta com uma quantidade inferior de alunos por turma, possibilitando ao docente oferecer uma atenção personalizada. Além disso, os educadores conseguem focar nas dúvidas de cada um e, logo, o desempenho da turma tende a ser muito melhor.

Isso pode parecer um simples detalhe, mas quanto menor for a quantidade de alunos em sala, menor é a possibilidade de conversas paralelas e ruídos que atrapalham o raciocínio. 

Em uma escola pública esse fator é bem mais complicado, pois com muitos alunos por sala, consequentemente existem mais problemas de comportamento que atrapalham as aulas e o professor não consegue dar atenção a todos eles.

4. Estímulo ao protagonismo infantil

Essa é uma discussão que vem crescendo nos últimos anos, principalmente, devido às tecnologias que tem sido cada vez mais utilizadas como ferramenta de conhecimento pelas escolas. 

O protagonismo infantil é, portanto, uma postura pedagógica que mostra ao aluno que ele pode ser o próprio agente de seu desenvolvimento e capaz de propor muitas soluções para os problemas à sua volta. 

Dessa forma, a tecnologia é uma grande aliada dos professores na tarefa de trabalhar com o protagonismo na educação.

E quando os pais investem nas escolas que priorizam essa dinâmica de ensino-aprendizagem, eles estimulam uma série de benefícios aos filhos, como o incentivo da responsabilidade, proatividade,  habilidades socioemocionais, o desenvolvimento do autoconhecimento, a empatia e o respeito às diferenças.

As escolas públicas também podem trabalhar com o protagonismo infantil, mas os recursos para esse tipo de abordagem é, sem dúvidas, mais abundante no ensino privado, que possue mais recursos tecnológicos nas salas de aula e em laboratórios específicos.

5. Dinamicidade dos conteúdos

Os conteúdos na escola pública tendem a ser mais engessados e sem muitas mudanças, o que contrasta com a diversidade de alunos. Assim, é muito comum que a mesma metodologia seja aplicada por um longo período em estudantes com diferentes níveis de aprendizado, o que dificulta o desenvolvimento deles.

Ao contrário, a escola particular ajusta-se às particularidades do aluno. Em um ensino privado de qualidade, o estudante é estimulado a refletir e não apenas a aprender mecanicamente os conteúdos sem qualquer questionamento. Pelo ensino construtivista, o professor se torna o mediador do ensino-aprendizagem e o aluno constrói seu próprio conhecimento.

6. Qualificação dos professores

Quanto aos professores, vale destacar que os processos seletivos da rede privada de ensino tendem a ser mais rigorosos e isso ajuda a garantir a contratação de profissionais bem preparados.

Também é importante esclarecer, que no ensino público existem diferenças na forma como cada estado ou município trata a educação. Em algumas localidades, o sistema educacional pode dificultar o trabalho dos professores, que não é valorizado, recebe baixa remuneração e é pouco incentivado.

Mas vale ressaltar, que a formação continuada dos professores é oferecida tanto na escola pública ou particular, o que altera, realmente, é o fato do professor conseguir repassar esses novos aprendizados e metodologias em sala de aula, que, como vimos, é muito mais difícil na rede pública. 

7. Apoio em situações atípicas

Por fim, outro detalhe importante que destaca a escola particular é a sua capacidade de adaptação às situações atípicas e o apoio aos alunos e familiares. 

Um bom exemplo disso, foram as mudanças nas relações de ensino-aprendizagem provocadas pela pandemia do novo coronavírus, que mesmo com as instituições de ensino fechadas, com o objetivo de reduzir o número de contaminados, se adaptaram para evitar que seus alunos perdessem o ano letivo.

Essas mudanças envolveram o uso das ferramentas digitais como mediadoras nas relações entre professores e alunos, que passaram a fazer salas de aula online, videochamadas, entre outras atividades remotas. 

Já as escolas públicas, apesar de muito esforço, não conseguiram oferecer o mesmo ensino que a particular conseguiu, dessa forma, muitos alunos precisaram estudar por conta própria e ainda aguardam a retomada do calendário para as aulas presenciais. 

Por isso, os pais devem analisar bem na hora de escolher entre a escola pública ou particular para os filhos. É preciso conhecer as instituições e saber qual delas irá atender melhor as suas expectativas e necessidades.

E para te ajudar ainda mais com essa decisão, procure pesquisar na sua cidade as escolas particulares que existem, converse com a diretora ou coordenadora pedagógica de cada uma delas. 

Esperamos que este artigo tenha ajudado você a saber as fortes diferenças de uma escola pública ou particular. Se você quer se informar mais sobre o assunto, leia nosso artigo e veja 8 dicas sobre como escolher a escola para o seu filho!

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