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O que é dificuldade de aprendizagem e como os pais podem ajudar seus filhos a superá-la

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Cada aluno possui um tempo de desenvolvimento, certo? Mas, então, como explicar que uns possuem mais facilidade em algumas matérias que outras?

Bom, isso pode estar relacionado ao que se denomina dificuldade de aprendizagem, termo que foi criado pelo psicólogo Samuel Kirk no ano de 1960 e se refere às crianças que apresentam problemas de origem cognitiva ou psicológica. E o resultado disso são as complicações na fala, leitura, linguagem, orientação espacial e interação social.   

Elas refletem bastante no ambiente escolar e para contorná-las é essencial o trabalho da família, escola e também de profissionais da saúde para que seja feito um diagnóstico e possibilite a melhor maneira de ensino e desenvolvimento para esses alunos. 

Confira neste artigo o que é a dificuldade de aprendizagem, as maneiras de identificá-la e como os pais ou responsáveis podem ajudar seus filhos. 

 

 

O que é dificuldade de aprendizagem?

Para começar, podemos entender melhor esse termo quando identificamos que a criança precisa de uma maneira diferente de aprender os conteúdos. 

Como já demostrado acima, além dos fatores relacionados ao contexto de vida do próprio aluno, a dificuldade de aprendizagem também pode surgir a partir de uma metodologia de ensino que não é absorvida de maneira satisfatória, ou até mesmo por conta de um ambiente físico que dificulta o aprendizado. 

Quando surge por conta desses últimos motivos, por serem questões psicopedagógicas, a dificuldade de aprendizagem pode ser resolvida ali mesmo na escola.

Porém, as dificuldades advindas de fatores cognitivos e psicológicos devem ser cuidadosamente diagnosticadas, para que a criança continue seu processo educativo sem grandes interrupções. 

Os pais devem sempre observar alguns comportamentos em seus filhos como: preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros.

Além desses, vale atentar para outros transtornos que também dificultam o aprendizado:

  • Dislexia: refere-se à dificuldade observada na leitura e atinge cerca de 17% da população mundial de acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD). Ela faz com que o aluno leia lentamente e sem fluidez, pois ele faz trocas ou omite algumas letras, inverte sílabas, pula linhas no texto, etc.
  • Disgrafia: geralmente está associada à dislexia. Uma vez que o aluno inverte e troca as letras, consequentemente ele vai encontrar dificuldade na escrita também. Outra característica desse transtorno refere-se às letras que parecem ilegíveis ou mal traçadas, muito próximas, com erros de ortografia e desorganizadas em um texto, ou seja, complicadas de ler.
  • Discalculia: está associada à dificuldade com os números e em fazer cálculos. Geralmente os alunos não identificam os sinais operatórios matemáticos de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Como consequência, eles não entendem os comandos e enunciados de uma questão, não conseguem fazer comparações ou sequências lógicas.
  • Dislalia: os alunos que enfrentam esse distúrbio possuem dificuldade na emissão da fala. Eles emitem alguns sons errados ou fazem a pronúncia inadequada das palavras, o que as tornam confusas de entender. Isso pode ser causado por alterações no aparelho fonador, que envolve: pulmões, traqueia, laringe, lábios, dentes, alvéolos, céu da boca, úvula (conhecida como campainha), parede rinofaríngea, ponta da língua, raiz da língua e nariz. O resultado é a dificuldade de produzir certos sons. É o caso de pessoas que possuem lábio leporino e flacidez na língua, por exemplo.
  • Disortografia: também é uma dificuldade na escrita e pode aparecer em consequência da dislexia. Suas características são: aglutinação, separação ou troca indevida das letras e palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação. Esse distúrbio é mais amplo do que a disgrafia, pois envolve desde a falta de vontade de escrever até a dificuldade em conectar as orações.
  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): esse é um distúrbio de ordem neurológica que ocorre em 3% a 5% das crianças no mundo, conforme estudos feitos pela comunidade médica e científica, e faz com que elas apresentem comportamentos de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Já na vida adulta, acompanha mais da metade dos casos, mas com sintomas mais brandos de inquietação. 

Como os pais podem ajudar filhos com dificuldade de aprendizagem?

Como vimos acima, muitos fatores podem atrapalhar o desenvolvimento da criança. Por isso, é muito importante que os pais passem a observar mais seus filhos para assim identificar uma possível dificuldade de aprendizagem. 

E aqui o diálogo com a escola e professores é fundamental, já que eles também possuem um contato próximo e diário com os alunos, podem investigar alguns problemas como também receber queixas advindas dos próprios estudantes. 

Para tanto, os pais podem seguir algumas dicas: 

1. Procure reconhecer a dificuldade dos filhos

Esse é o primeiro passo a ser dado. Conhecer melhor os filhos é dar igual importância a aspectos positivos como também suas limitações. Afinal, ninguém é perfeito! 

Somente com o olhar atento é possível fazer essa identificação. Busque observar o comportamento deles quando estiver auxiliando-os nas atividades em casa, como se relacionam com os amigos, quando forem passear, etc.

Outro ponto importante é demonstrar respeito e se colocar ao lado deles para ajudá-los sempre da melhor maneira possível. 

2. Não brigue com os filhos por conta da dificuldade de aprendizagem

Esse tipo de atitude nunca foi bom, pois pode aumentar ainda mais a dificuldade de aprendizagem que eles estão enfrentando, trazendo medo, insegurança e outros traumas. 

Busque ser compreensivo e use o diálogo para apoiá-los. Desse modo, você encontrará muitas alternativas para solucionar a questão. 

3. Procure ajuda profissional

Profissionais da saúde, como o psicólogo infantil ou um psicopedagogo, podem te ajudar melhor a lidar com as dificuldades do seu filho. 

Por estudarem muitos anos esses assuntos, eles estão melhor preparados para identificar a origem do problema: se a dificuldade em aprender está atrelada a um fator cognitivo, emocional. etc. 

Após essa identificação eles vão te apresentar a melhor forma de solucioná-la, sugerindo atividades e abordagens pedagógicas ideais a serem trabalhadas com a criança.

4. Mantenha sempre um diálogo com os professores

A escola deve ser aliada dos pais. Apoie-se mais no professor, pois ele é o elemento chave capaz de identificar a dificuldade dos alunos no ambiente escolar, já que tem contato direto com a criança muitas horas por dia. 

Por isso, procure ter mais interação com o professor dos seus filhos e com a coordenação pedagógica. Eles podem ter informações valiosas sobre o comportamento dos estudantes e, inclusive, indicar profissionais de confiança como também informar se precisam de algumas aulas de reforço, por exemplo. 

5. Busque se interessar pelos conteúdos que seus filhos estudam

Não demostre interesse somente em atividades que são feitas em casa. Pergunte a eles o que eles estão aprendendo e desenvolvendo em sala de aula, como se relacionam com todos na escola, se estão com dúvida em algo, etc. 

Assim, você saberá o que acontece na rotina escolar, além de ampliar o desenvolvimento deles apresentando livros, músicas e filmes relacionados ao que estão estudando. Você pode não imaginar, mas isso reforça muito o aprendizado, motivando-os a buscar mais conhecimento.

6. Se for preciso, busque uma nova escola para os seus filhos

É bom ter em mente que nem sempre a metodologia de ensino de uma escola estará de acordo com as necessidades de desenvolvimento dos seus filhos e suas também. 

E mesmo se depois de muita conversa e adaptação, os filhos ainda não demostram avançar na aprendizagem, procure outra instituição com uma abordagem diferente. Essa é a última opção a ser analisada, pois trata-se de uma mudança um pouco mais drástica. Mas se for necessária, faça! Pois, assim, eles terão contato com métodos mais assertivos para o desenvolvimento, que resultarão na autoconfiança e na disposição em aprender.

Entendeu como a dificuldade de aprendizagem dos seus filhos não deve ser vista como uma simples falta de vontade em estudar? Ela possui outras variáveis que precisam ser muito bem diagnosticadas e trabalhadas por profissionais da área. 

Quer ficar por dentro de mais conteúdos como este? Acesse nosso artigo 9 dicas para os pais ajudarem os filhos nos estudos e terem melhor desempenho escolar!

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