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Saiba como identificar um bullying na escola e algumas estratégias para combatê-lo

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Você sabe como identificar um bullying na escola? Esse tipo de agressão é visto constantemente em seriados, filmes, nas redes sociais e, principalmente, nas instituições de ensino. Infelizmente, o bullying faz parte da realidade de muitas instituições e os esforços para combatê-lo são enormes.

Segundo uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), 50% das crianças e dos jovens do mundo já sofreram algum tipo de bullying. E quando se trata da realidade brasileira, esse número chega a 43%. 

Visto que essa gravidade existe nas escolas, que são espaços formativos, vê-se também que elas são essenciais para combater o bullying e a prevenir novos casos.

Neste artigo, você vai saber o que é bullying, como identificar um bullying na escola e como combatê-lo. Confira!

O que é bullying

O termo bullying vem do inglês “bully” e significa “valentão”. É um problema que ocorre principalmente nos ambientes educativos que, no caso, recebe o nome de bullying escolar. 

O agressor, ou seja, aquele que pratica a ação do bullying, constrange e humilha sua vítima. E os motivos para que uma pessoa se torne agressora são muitas: pode ser que ela tenha tido contato com atitudes violentas ao longo de sua vida, pode ser que essa pessoa queria chamar atenção, adquirir um status de mais forte no ambiente, ou mesmo evitar ser a vítima e, assim, faz o seu ataque primeiro. 

É importante ressaltar que o bullying não acontece apenas no ambiente escolar, pois ele também pode acontecer com adultos, no mercado de trabalho, e em grupos sociais, por exemplo. 

No entanto, é na escola que essa prática acontece, pois, como mencionamos anteriormente, ela é o espaço formativo em que os jovens passam a maior parte do seu dia, lidando com várias colegas diferentes.  

Abaixo, vamos te mostrar como identificar o bullying na escola e em seguida, algumas estratégias para combatê-lo.

Como identificar o bullying na escola

As crianças e os adolescentes são criados por suas famílias de maneiras distintas e o fato de lidar com as diferenças pode representar para algumas pessoas um desafio de convivência. 

Nenhum jovem nasce agressor, isso é algo que acontece socialmente e já citamos algumas das hipóteses possíveis. 

Porém, dentro do ambiente escolar, as agressões podem acontecer de várias maneiras. Portanto, fique atento e saiba como identificar um bullying na escola em atitudes como:

  • ansiedade;
  • brincadeiras de mau gosto;
  • contato físico que machuque;
  • criação e disseminação de boatos;
  • dificuldade de aprendizagem;
  • divulgação de fotos, vídeos ou conteúdos de outros colegas sem o consentimento deles;
  • falta de vontade ou medo de ir à escola;
  • invenção de apelidos que denigrem a imagem do outro e ferem a dignidade;
  • irritabilidade;
  • isolamento ou poucas amizades;
  • pensamentos suicidas;
  • perda ou o aumento de apetite e insônia;
  • queda de rendimento escolar;
  • roupas sujas ou rasgadas;
  • situações de ameaça pessoal ou virtual;
  • tristeza e irritabilidade.

Por isso, o olhar atento dos pais com relação à essas atitudes pode evitar com que algo mais sério aconteça. 

Mas também é dever da escola possuir uma estrutura em que seja possível identificar os gatilhos de um agressor, acolhendo e oferecendo apoio a ele e à família, além é claro de identificar as vítimas do bullying e também fornecer todo o apoio necessário.

Contudo, em muitos casos não é possível comprovar se a violência está acontecendo. Isso ocorre quando a vítima fica em silêncio e com medo de não acreditarem nela. Neste caso, o sofrimento delas e também dos agressores, demora para ser descoberto, o que dificulta e prejudica o processo de aprendizagem e a socialização.

Dessa maneira, veja algumas estratégias para combater o bullying na escola.

Como combater o bullying na escola

Quando entendemos que bullying na escola causa danos que podem persistir até a vida adulta, trazendo prejuízos ao psicológico das vítimas, percebemos que ele não pode ser considerado apenas uma brincadeira ou uma fase. 

Por isso, é muito importante que a escola crie programas de conscientização, fazendo com que seu corpo docente, demais colaboradores, alunos e pais participem, seja em palestras, envio de informativos e debates. 

Mas o que trabalhar com cada uma das partes?

1. Alunos

Os alunos devem ser orientados a discutirem sobre o bullying na escola e as suas consequências. 

Outro ponto importante, é que os alunos que se sintam vítimas e os que agridem saibam que podem ser ouvidos e que a escola pode ajudá-los da melhor maneira possível.

2. Pais

A interação entre família e escola é um quesito bastante importante na vida escolar do filho, pois com os responsáveis presentes na rotina escolar das crianças, fica mais fácil o combate ao bullying. 

Por isso, é importante que eles estejam sempre cientes do comportamento de seus filhos e que sejam incentivados a dialogar em casa e na escola sobre o tema.

3. Escola: professores e colaboradores 

A escola tem papel fundamental na contenção e prevenção do bullying. 

Diante disso, é importante capacitar e sempre informar seu corpo docente e demais colaboradores, para que todos entendam a gravidade que tal intimidação pode causar com danos físicos, psicológicos e emocionais na vítima.

Também é interessante que a escola disponibilize apoio psicológico a fim de ajudar na identificação das ocorrências, apoiando alunos que sofrem o bullying e auxiliando os que cometem esse ato. 

Vale lembrar que a escola não deve se concentrar em punir os alunos, mas sim instruí-los. O mais indicado é adotar falas claras e sempre defender o respeito ao próximo e às diversidades.

Por fim, para superar o bullying, a escola precisa escutar seus alunos, tornando o ambiente um lugar seguro, onde os jovens possam se abrir e aprender a conviver em sociedade.

Esperamos que você tenha aprendido como identificar um bullying na escola para ajudar no combate a essa prática tão danosa às crianças, adolescentes e à sociedade. Aproveite para conferir também o nosso artigo sobre como ajudar um filho com depressão. Boa leitura! 

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